caminhamos a passos largos rumo à inexistência. 330 mil mortos ficaram para trás e agora a vida é completamente sem valor e sem sentido como um barco no olho de um furacão. às vezes me pergunto como chegamos aqui, mas essas questões estão soterradas pela paranóia de não parar num dos hospitais abarrotados espalhados pelo país inteiro sem conseguir respirar. a variante P1 dominou o território brasileiro sob a tutela do cria de bernes boolsonaro, um verme covarde genocida. não consigo encontrar palavras para registrar essa desgraça como deveria. sei que ninguém vai ler, mas espero estar vivo para poder defecar na cova da família bolsonaro. por todos esses mortos.
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Noite & Dia
o sul da bahia segue como refúgio nesses tempos sombrios. a ansiedade diminuiu consideravelmente após quase dois meses longe da metrópole. onde estou não existe carros e isso melhora o humor. só uso a porra do carro pra não descarregar a bateria: a cada duas semanas pego ele e vou na boca, que fica a 40km por uma estrada de terra. uma boca comandada pelo CV, com traficas escondidos na mata como guerrilheiros das FARCs. o cara me serviu de um saco plástico forrado de droga ruim. droga comercial. prensado, balas fajutas e pó melado e batizado. serve pra apaziguar os sentidos quando me sinto muito entediado. apesar de ser um lugar bonito pra caralho, quentinho e agradável, ainda sinto que não pertenço a esse ambiente. evito as pessoas com rigor. bebo isolado nessa casa de praia rústica, com piso de cimento queimado e paredes de alvenaria e madeira. Os ratos parecem dominar o lugar mas já aprendi a conviver com eles. na segunda parto desse sítio em direção a outra praia mais isolada. minha...

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