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Mostrando postagens de agosto, 2020
  cozinhar, desenhar, cuidar do jardim, escrever, compor, fazer faxina. ofícios solitários. ensaiar com um grupo de teatro é algo singular. todos sob o domínio da mesma milonga: estrear sem vomitar ou cagar nas calças, passar a mensagem e contar a história da maneira mais clara possível. quando tudo funciona: texto, direção, elenco, técnica e público é algo único, tipo encontrar uma mina de ouro nas margens de uma praia deserta de um harém. Ou tocar ao vivo no CBGB. O teatro é uma máquina. a pressão é assombrosa. entrar em cena depende de vários detalhes e aflições sincronizadas. quando o técnico coloca a trilha e abre o foco sobre seu personagem, e aquele resquício de luz te mostra a silhueta dos espectadores arregalados te encarando. isso é arte bruta. E numa ressaca moral vc entende que precisa deixar um pedaço seu ali no palco para justificar a presença, o bilhete e a paciência do público. afinal, como diz Domingos de Oliveira, não é um livro que vc fecha no fim do capítulo ou ...
 acordado antes de amanhecer. me sinto um lixo. talvez eu esteja bem. mas não vou deitar na sua cama.  eu não vou a lugar nenhum. estou apenas acordado de manhã. me sentindo bem. 

sob o domínio do nojo

No futuro, na porra dos livros de história, o governo desse desgraçado do bolsonaro será lembrado com aquele que conquistou a Amazônia exterminando os índios e desafogou a previdência matando os velhos. Além da nota de 200 mirréis e o fim do horário de verão, claro.