vejo paredes brancas, areia e árvores. um cachorro dorme nos meus pés. estou na bahia. a pandemia escrota segue devastando o país. 4200 mortes em 24h ontem. hoje pode ser pior. abril deve ser o pior mês. em são paulo os desafios eram enormes. as pessoas que insistiam em se encontrar. os lugares abarrotados e a claustrofobia em casa. a fissura desgraçada por drogas pesadas e porres eternos para aliviar a rotina. tantos desafios que eu e minha mulher decidimos vazar daquela cloaca e infectada e vir para uma espécie de paraíso também contaminado pelo nova cepa. seguimos nos escondendo. apesar de coisas legais terem acontecido em 2020, não consigo mais sentir nenhuma excitação. as coisas nnao vão ficar mais fáceis tão cedo. não estou reclamando, apenas constatando. portanto, meu estado de espírito é: tentar ficar calmo e encontrar forças. o desafio agora e lidar com tudo isso e tentar aliviar toda essa ansiedade. sigo difícil e intencionalmente obscuro. todas essas paisagens cumprem a funç...
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Mostrando postagens de abril, 2021
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caminhamos a passos largos rumo à inexistência. 330 mil mortos ficaram para trás e agora a vida é completamente sem valor e sem sentido como um barco no olho de um furacão. às vezes me pergunto como chegamos aqui, mas essas questões estão soterradas pela paranóia de não parar num dos hospitais abarrotados espalhados pelo país inteiro sem conseguir respirar. a variante P1 dominou o território brasileiro sob a tutela do cria de bernes boolsonaro, um verme covarde genocida. não consigo encontrar palavras para registrar essa desgraça como deveria. sei que ninguém vai ler, mas espero estar vivo para poder defecar na cova da família bolsonaro. por todos esses mortos.