caminhamos a passos largos rumo à inexistência. 330 mil mortos ficaram para trás e agora a vida é completamente sem valor e sem sentido como um barco no olho de um furacão. às vezes me pergunto como chegamos aqui, mas essas questões estão soterradas pela paranóia de não parar num dos hospitais abarrotados espalhados pelo país inteiro sem conseguir respirar. a variante P1 dominou o território brasileiro sob a tutela do cria de bernes boolsonaro, um verme covarde genocida. não consigo encontrar palavras para registrar essa desgraça como deveria. sei que ninguém vai ler, mas espero estar vivo para poder defecar na cova da família bolsonaro. por todos esses mortos.
2 e onze
Se chegar tão longe fosse o suficiente. Não consigo escapar. Todos esses mosquitos picando minhas pernas. Viciados em sangue como todos meus amigos viciados em afeto. Eu entendo meus amigos que se mataram. Nessa mesma hora. Enquanto todo mundo dorme e nem sonha que existe um solitário completamente transtornado pensando em suicídio. Vc teve a coragem, meu parceiro. Eu te invejo por isso. Mas sinto muita raiva. Por quê vc não me ligou antes? Meus braços estão pesados para isso. Seu filho da puta. Todas as histórias. Nossas. Vc levou embora. Toda nossa vida foi ceifada. Agora estou aqui acordado no fim da madrugada. Preciso dormir Tá pesado demais, irmão
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