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Mostrando postagens de junho, 2021
não sou mais quem eu costumava ser sou paranoia e preocupação dois anos de pandemia minha fúria pede vingança
 sigo numas de que os dias não passem. não quero que as coisas mudem por enquanto. já não posso mais me drogar ou beber como antigamente. me escondi no "lugar distante" para evitar as pessoas e as tentações de São Paulo. o teatro chegou a desaparecer da minha vida mas dá sinais de que pode voltar até o ano que vem. tomei a primeira dose da vacina e agora tenta imaginar do que vai ser do meu futuro. viver na cidade ou desaparecer num lugar distante?
 que fique claro \\eu vou morrer em breve não leve estes relatos como fatos nem esses garranchos como relatos deve haver coisas mais interessantes que a verdade dentro de mim como deve ser a vida de quem tentou sem saber o que fazer ou o que contar 

Luiz Felipe Macalé

no sul da bahia ainda. minhas drogas acabaram e estou tentando matar o tempo e a noia diante da tela do computador. da minha impotencia. que brilha como o azulejo de um banheiro de posto de gasolina. sinto falta da carnificina da cidade grande. da falta de higiene. queria morrer no concreto. virar lodo e não servir de adubo pra nada ou ninguém dessa porra de humanidade. estou aqui. as vezes digito errado e troco virgulas por pontos. fodasse. eu não faço ideia. eu estou em algum lugar dentro eu queria contar tudo. literalmente contar de tudo. longe de tudo. em corumbau. estou aqui. vivo. ainda. mais saúdavel que nunca. apesar de toda pandemia que ceifou vidas como capim num lote virgem. meus amigos. espero que a existtência tenha feito sentido. que suas picas e xoxotas tenham jorrado de prazer nessas terras opacas. sem arrependimentos. descansem.  como um cachorro num churrasco. assisto ao noticiário esperando o fim de toda essa chacina. como um boi num matadouro. passo noites em cl...