Luiz Felipe Macalé

no sul da bahia ainda. minhas drogas acabaram e estou tentando matar o tempo e a noia diante da tela do computador. da minha impotencia. que brilha como o azulejo de um banheiro de posto de gasolina. sinto falta da carnificina da cidade grande. da falta de higiene. queria morrer no concreto. virar lodo e não servir de adubo pra nada ou ninguém dessa porra de humanidade. estou aqui. as vezes digito errado e troco virgulas por pontos. fodasse. eu não faço ideia. eu estou em algum lugar dentro

eu queria contar tudo.

literalmente contar de tudo. longe de tudo. em corumbau. estou aqui. vivo. ainda. mais saúdavel que nunca. apesar de toda pandemia que ceifou vidas como capim num lote virgem. meus amigos. espero que a existtência tenha feito sentido. que suas picas e xoxotas tenham jorrado de prazer nessas terras opacas. sem arrependimentos. descansem. 

como um cachorro num churrasco. assisto ao noticiário esperando o fim de toda essa chacina.

como um boi num matadouro. passo noites em claro.

como um prisioneiro. quero treinar até me transformar numa máquina.

fazer o pior. se eu puder, eu vou.

fazer o pior.

se a porra da UNIBES não mostrar os videos do Macalé se jogando do viaduto Sumaré, sugiro juntar todos os vagabundos possíveis e vamos colocar FOGO nessa merda e na estação de metrô. para cara preto morto vários edificios queimados. só assim esses arrombados vão se explicar. assassinos de merda. bando de filhos de ratazanas pulguentas. vão pagar por isso, covardes

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