Parece que minha bateria social acabou. Há dias não consigo desenvolver qualquer tipo de assunto. Claro que aqui o leque de assuntos seja bem reduzido: um pernilongo me picou; dormi poucas horas; ou algum cachorro brigou com outro. Coisas triviais que não alteram muito o humor nem servem para procrastinar. Parece que tudo gira num círculo diário repetitivo. Não que isso seja algo ruim, apenas não sinto nada, ou melhor, sinto uma saudade desgraçada das ruas de São Paulo, do vício, da ultraviolência, da turba ensandecida. 

Amanhã completo 1 ano na Bahia. Isolado pra caralho. Longe da porra toda. Deixei minha casa, meu teatro, meus amigos e minha rotina paulistana de excessos pra trás e tentei desacelerar um pouco minha vida escrota de junkie pró ativo. Consegui. Não tenho como negar. Ainda bebo mais que todas as pessoas que conheço por aqui, já descobri uma variedade grande de traficantes e experimentei as drogas batizadas desse canto do Estado. Vejo que minha mulher e meus cachorros nunca estiveram tão felizes. Eu também sinto uma espécie de felicidade em muito momentos, mas preciso de uma dose cavalar de arte e confusão. 

Algo magnetizante segue me segurando aqui. Está casa próxima ao mar parece com os dias contados. Então alguma mudança deve ocorrer em breve. Posso cair fora, posso dar um tempo, posso ficar aqui pelo resto da eternidade. Realmente, não faço a mínima ideia. 

Dependendo do tédio e da sede dos pernilongos, relato aqui o pode acontecer.

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